A NOVA GRIPE E OUTROS PECADOS  Eu gostaria de ser capaz de escrever este texto com a percuciência que o tema exige, mas, enfim... Farei um esboço e peço a vocês que leiam as entrelinhas. Por aqui no “Sertão da Farinha Podre” no triângulo do Sudeste do Brasil as siglas mais famosas e mais comentadas são: H1N1, sim a NOVA (?) gripe é mais famosa do que o plástico nos anos 20 e por este motivo você não consegue entrar em um restaurante, banco, farmácia ou delegacia sem encontrar litros de álcool gel espalhados pelos corredores. A prefeitura que desta vez conseguiu bater recordes de incompetência criou um comitê de enfrentamento da nova (gente como a expressão “nova” me irrita) gripe. Entre o adiamento das aulas e cancelamento de shows, quermesse está até mesmo à proibição de aglomeração. Eu juro que formaturas, batizados, colações de grau só se forem ao ar livre, durarem o mínimo necessário e forem regadas a álcool gel. Na igreja que eu freqüento (sim eu freqüento a missa {depois falaremos disto}) na entrada geralmente eram distribuídos os DOMINGOS, a saber: folhetos da programação da missa e das orações – agora você ganha uma borrifada de álcool gel. Nós não temos mais o abraço da “paz” e a oração do “Pai Nosso” não pode ser feita de mãos dadas. Até mesmo o tempo de duração da missa diminuiu. Tudo bem são as recomendações das autoridades sanitárias não é mesmo? Gente que estudou e sabe muito bem o que deve ser feito ou não para termos um ambiente saudável, sem mortes e em paz. Nós vivemos os tempos da racionalidade e os rituais de fé devem sim ser alterados, ou melhor, atualizados para atenderem a evolução do tempo e das pessoas. Neste sentido, as grávidas e as crianças foram perdoadas. Isto mesmo, a igreja autorizou a ausências destas pessoas da missa e enquanto tiver pandemia elas estão liberadas. Não é mais pecado para elas faltarem à missa. “Tá tudo certo e vamo embora pra casa”. Ai quando eu terminava de ouvir tudo isto, já com um olhar debochado que revelava minha ignorância e minha prepotência, pensando que muito breve ELE e ELE seriam um casal abençoado, o padre diz: - Amados e amadas todas as outras coisas ainda são pecados. Se a homossexualidade fosse um vírus. Talvez não! blogangustiante@yahoo.com.br

Escrito por NYNO às 13:16
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